terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Bahia cria primeiro conselho de comunicação do País


Foi oficialmente criada, nesta terça,10, em Salvador, o primeiro conselho de comunicação social do país, o do Estado da Bahia. A entidade tem a participação de 27 representantes do governo e das empresas e entidades de classe do setor no Estado e, de acordo com seu estatuto, tem "caráter consultivo e deliberativo".
Segundo o governador Jaques Wagner (PT) e o secretário estadual de Comunicação, Robinson Almeida - presidente do conselho -, a entidade não tem intenção de controlar conteúdo de veículos de comunicação. "Liberdade de imprensa é garantida pela Constituição", afirma o governador. "Informação é um elemento fundamental em uma democracia verdadeira."
De acordo com Almeida, um dos focos do conselho é o fortalecimento do mercado de comunicação no Estado. "Por meio de várias ações, como o incentivo a veículos regionais e comunitários, vamos promover o crescimento do setor, para gerar mais empregos", afirma.
O presidente da Associação Baiana de Imprensa (ABI), Walter Pinheiro, um dos representantes do conselho, também considera que o órgão não terá função de cerceamento da imprensa. "Não admitiremos que o conselho se constitua em embaraço à prática do jornalismo e da liberdade de expressão."

Igor Kannário responde críticas de Daniela Mercury


A cantora Daniela Mercury sempre que pode dá uma alfinetada em pagodeiros. Dessa vez,o alvo da artista – uma das mais conceituadas do Brasil, diga-se de passagem, foi a banda A Bronkka. Durante entrevista concedida na tarde desta segunda-feira (9), para a Rádio Metrópole, a musa disparou e não poupou palavras para falar o que acha do sucesso do pagode baiano, criticando algumas bandas:

"O pagode tem tudo para ser um movimento tão importante para a música quanto foi o samba-reggae. Tem gente que faz o extraordinário como o Márcio Victor, o Parangolé, o Harmonia do Samba... Mas não dá pra ficar nos absurdos que acontecem, como é essa banda A Bronkka. Essa coisa de ficar sempre no ‘rala o pinto’, no ‘lobo mau’ e achar que isso vai ser o hit do verão, isso é desnecessário. Me desculpem, mas vocês precisam estudar, viu?", declarou.

MST ocupa mais duas prefeituras na Bahia


O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupou mais duas prefeituras na tarde desta terça-feira, 10. Com isso já são sete prédios de administrações municipais invadidos para pressionar prefeitos a sentar com as lideranças e discutir uma pauta para a área da Educação.
As duas últimas cidades que tiveram as prefeituras ocupadas foram Rodelas e Santa Brígida, no nordeste da Bahia, próximas à cidade de Paulo Afonso. Já as prefeituras de Igrapiúna, Prado, Itabela e Camamu, todas no sul da Bahia, além de Queimadas, na região sisaleira, já amanheceram com centenas de integrantes do MST que portam suas tradicionais bandeiras vermelhas. O objetivo da organização é ocupar pelo menos dez prefeituras até a próxima semana.
O MST se queixa do total descaso dos municípios em relação às escolas dos assentamentos que funcionariam em instalações precárias e com falta de equipamentos. “São escolas do nível fundamental que as prefeituras tem obrigação de manter inclusive porque recebem verbas do Ministério da Educação para isso”, declarou Márcio Matos, uma das principais lideranças do MST na Bahia.
Essa “jornada” tem o objetivo de “pautar” as prefeituras nesse início de ano para que se organizem e ofereçam condições mínimas de funcionamento às escolas dos assentamentos. “Só vamos deixar os locais após osprefeitos e os secretários de educação nos receber”, avisou Matos.
Outra forma de pressão que o MST baiano vem usando para conseguir o atendimento de reivindicações, a ocupação de escritórios regionais da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba), deve continuar no Estado. O primeiro escritório foi ocupado terça, 9, na cidade de Vitória da Conquista.
“Nós temos demandas como sistemas de abastecimento de água instalados em assentamentos pelo governo baiano que necessitam de energia elétrica para funcionar e a Coelba não instala”, reclamou o líder sem-terra para justificar as ocupações que segundo ele são “legítimas e instrumento de luta”.
Semana passada, o deputado Valmir Assunção (PT-BA), líder histórico do MST da Bahia, eleito para a Câmara Federal em 2010, constatou que as ações do Movimento repercutem bem mais do que seus discursos no plenário da Casa que, na sua visão, não são ouvidos pelos colegas, pelo governo e pela sociedade.